quinta-feira, 8 de outubro de 2009


saudações rubro negra.. bem eu sem querer achei uma entrevista do Adriano que infelizmente eu perdi.. pra piorar não tem vídeo que raiva, mais li coisas que não sabia..e me surpreendeu muito.. mais muito mesmo... didico uffa!!! bem mais vc é um guerreiro e sincero isso que eu mais gosto de vc continue assim.. se precisar é só chamar.e concerteza o seu pai esta em bom lugar.. tem trechos que ele fala dessa imprensa sensacionalista que só fala da vida das pessoas que bom que o didico esta aprendendo com isso... te adoro.. bjs



“Chegava bêbado para treinar na Inter. Estava deprimido. Sofri. Mas sobrevivi”


A fragilidade por trás dos músculos.

A prova do que a tristeza pôde causar na vida de um dos melhores jogadores do mundo.

Na entrevista exclusiva ao blog, ele abriu o coração e contou, sem meias palavras, tudo que viveu.

Foi um depoimento duro, sincero.

No Rio de Janeiro, na Gávea, no clube que tanto ama, Adriano não teve vergonha de ser Adriano.

E jura que nunca esteve mais forte na vida.

Desceu ao inferno e voltou.

Você sabe o que significa ao futebol brasileiro?

Você não tinha o direito de fazer tudo o que vez com você mesmo…

Não concordo.

Precisava passar pelo que passei para ser quem sou hoje.

Eu tenho plena noção do que represento.

Era um ídolo.

Eu mostrei o que é superação, de volta por cima.

As crianças, as pessoas olham para sim e me vêem como um exemplo.

Como assim?

Eu fiz muita coisa errada e consegui superar.

Se eu pude, as outras pessoas também podem.

Vou contar o que eu enfrentei.

Eu enfrentei uma depressão que foi de 2005 até 2009.

Só eu sei o quanto sofri.

A morte do meu pai deixou um buraco enorme na minha vida.

Ele morreu em agosto de 2004.

Foi a pessoa que me fez quem eu sou.

Devo tudo a ele e a minha família.

Eu acabei ficando muito sozinho, me isolando quando ele morreu.

Foi a pior coisa.

Me vi sozinho, triste, deprimido na Itália.

Foi quando surgiu o problema de alcoolismo?

Foi.

E vou ser bem sincero para você entender o que vivi.

Eu passei a beber, só me sentia feliz bebendo.

Eram festas todas as noites.

E bebia o que passava pela frente: vinho, uísque, vodca, cerveja… muita cerveja.

A situação ficou fora de controle.

Eu só conseguia dormir bebendo.

Acordava e não sabia nem onde estava.

Eu era jogador de um dos maiores times do mundo.

Comecei a ter problemas com o treinador, o Mancini, com os companheiros.

Eles perceberam?

Não tinha como não perceber.

Eu chegava bêbado para os treinos da manhã.

Com medo de perder a hora dormindo, eu ia bêbado mesmo.

Isso aconteceu várias vezes.

Eu ia dormir no departamento médico e diziam para a imprensa que eu estava com dores musculares.

A direção da Inter foi sensacional comigo, tentou me ajudar de todos os jeitos.

Eu passei a me dar mal com o Mancini, o técnico.

A situção ficou insuportável.

Eu não parava de beber, tive de sair da Inter.

O São Paulo me ajudou muito a consertar a minha vida.

Como assim?

Olha, a ideia de vir para o São Paulo por empréstimo foi do meu empresário, Gilmar Rinaldi.

Quando eu cheguei havia um esquema preparado para a minha recuperação.

Me deram psicólogo, carinho, acompanhamento 24 horas.

Eles se propuseram a salvar a minha carreira.

Tive várias conversas com os dirigentes, com o Muricy.

Conversas de apoio e até conversas duras.

Eu fui percebendo o mal que estava fazendo para mim.

A carreira estava indo indo embora.

E passei a perceber o quanto estava mal cercado de amigos.

Amigos que só me levavam para as farras, mulheres, bebidas

Não eram meus amigos, eram pessoas que queriam usufrir do que eu poderia proporcionar.

Foi a direção do São Paulo que me abriu os olhos.

Sinto que poderia ter retribuído mais ao São Paulo.

Deveria ter feito mais por tudo que fizeram para mim.

Por que você voltou para a Inter de Milão?

Porque o Mourinho assumiu e o Mancini tinha ido embora.

Só que quando me vi novamente na Itália, me senti sozinho, sem o apoio que precisava.

Voltei a beber.

Lembrando hoje, fico até com pena do Mourinho.

Ele queria demais me ajudar, ficou brigando com a diretoria, que queria me mandar embora.

O fundo do poço foi quando eu tinha voltado para o Brasil, parado de treinar e bebido muito.

A Inter mandou o preparador físico ao Rio para me ver.

Eu estava um boi de tão gordo, de tão inchado.

Quando vi a cara do preparador físico me olhando, eu senti: cheguei no fundo.

Decidi encerrar o meu contrato com a Inter.

Não queria voltar para lá.

Não tinha forças para superar.

Se tivesse voltado seria o fim da minha carreira.

Mas você tinha mais um ano e meio de contrato.

Era um dos jogadores mais bem pagos do mundo.

Muita gente diz que você foi louco e rasgou dinheiro.

Eu vou ser bem sincero com você.

Eu não rasguei dinheiro.

O que eu fiz foi comprar a minha felicidade.

Não tem milhões de euros que compense eu ter voltado para o Brasil.

Foi nessa época que o Gilmar Rinaldi quis te internar?

Sim. Essa história eu agora posso falar que foi verdadeira.

Ele queria de todo o jeito me internar para acabar com meu problema com o alcool.

Ele e o meu assessor, o Flávio Pinto, cuidaram de mim como puderam.

Mas eu me recusei.

Sabia que a cura para o alcoolismo estava em mim, na minha infelicidade.

Voltei ao Brasil, à comunidade, à favela da Vila Cruzeiro, onde cresci.

E me vi forte, confiante, cercado da minha família e dos meus verdadeiros amigos.

Isso me fez voltar a ser eu mesmo e sair da depressão.

O que você fez quando sumiu na favela da Vila Cruzeiro.

Até hoje é um mistério…

Eu fui ser o Adriano de verdade.

O que gosta de andar só de bermuda, com os pés no chão.

Fiquei conversando, brincando com meus amigos, convivendo com a minha família.

Falaram até que eu estava morto.

Eu tenho raiva dessa parte irresponsável da imprensa que fica espalhando mentiras por aí.

Essa gente irresponsável que se esquece que o jogador tem família, mãe, avó.

Minha mãe, minha vó ficaram apavoradas quando ouviram isso.

Mas você ficou convivendo com traficantes?

Olha, eu vou ser direto com você.

Eu tenho amigos na comunidade que são traficantes, trabalhadores, policiais.

Para mim, dá no mesmo.

Se são meus amigos, eu vou dar a mão, conversar, brincar.

Não vou virar as costas porque seguiram pelo lado que acho errado na vida.

Mas não é por isso que vou ficar cheirando cocaína, como muita gente acha.

Sou um jogador profissional e não uso e quero saber de drogas.

Você não usou cocaína nesta crise que teve?

Não. E não tenho porque mentir.

Hoje estou bem.

Poderia falar que usei e hoje me recuperei.

Mas não usei.

O meu problema era com o álcool.

Eu não me controlava.

Fui forte e superei.

Não sou hipócrita, na minha folga bebo uma cerveja, um vinho, como todo jogador faz.

Bebo uma cerveja e acabou.

No dia seguinte estou treinando, correndo até mais forte.

Sei o que é a minha carreira e dei valor para ela como nunca.

A religião o ajudou a se fortalecer?

Sim. Minha avó é evangélica.

Ela me levou para várias missas.

Ouvi, prestei atenção no que ouvi nas missas.

Me senti mais em paz, fortalecido.

Não me converti, mas gosto da paz que a religão me traz.

Qual conselho você daria a um jogador que fica deprimido e mergulha no alcoolismo?

Primeiro que confesse a ele mesmo que tem um problema.

Você só sara quando assume para você o problema.

Não para os outros, para você, que é muito mais duro.

E depois peça ajuda.

Até médica se for preciso.

Não tenha vergonha.

Eu não me internei, mas tive ajuda para superar a minha depressão e o alcoolismo.

Como é ser Adriano?

Não é fácil. Ser observado, ser cobrado todos os dias.

São vários convites, várias armadilhas.

Você precisa ter uma estrutura psicológica muito forte.

E graças a Deus, agora eu estou forte o suficiente para ser Adriano.


Segunda parte da entrevista exclusiva.

Depois do sofrimento com o alcoolismo, Adriano fala de futebol.

Da volta ao Flamengo, do sonho da Copa do Mundo.

E faz duas revelações muito importantes.

“Eu e o Ronaldo temos lugares na Copa da África.

Vamos juntos. Tenho certeza.”

Confiante, faz a avaliação que irá atiçar empresários.

E a direção do Milan.

“Eu me recuperei.

Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.

Não vendi minha casa em Milão.

Falo italiano, gosto de lá.

Voltar a jogar na Itália de novo é uma grande possibilidade.”

O que o Flamengo lhe trouxe de bom na sua recuperação?

Tudo. Sou tratado como um filho por muita gente.

Eu precisava me sentir em casa.

Esse é o clube do meu coração.

O amor, o prazer que sinto em estar no Rio e no Flamengo não têm preço.

Estou no lugar certo agora.

Minha carreira está recuperada.

Voltei a ter o gosto de ser artilheiro da equipe, do Brasileiro.

Fiz a escolha certa.

Você e o Ronaldo são os maiores ídolos do Brasil.

Só que você está no Rio, cercado de clubes com problemas.

O Fluminense está em último. O Botafogo também na zona do rebaixamento.

O Vasco na Série B. Como você explica?

Os clubes do Rio precisam se reestruturar.

Os times do Fluminense e do Botafogo não são ruins.

Só que o atraso no pagamento atrapalha demais, deixa o ambiente pesado, tenso.

Vejo a necessidade de os clubes se modernizarem, se estruturarem.

Eu fico incomodado com a situação dos outros clubes cariocas.

É ruim demais para todos aqui no Rio.

As coisas no Flamengo agora se acertaram.

Os salários estão em dia.

Ainda bem.

Você acha que irá disputar a Copa da África?

Tenho certeza que sim.

Tive uma conversa muito séria com o Dunga.

Percebi que só dependerá de mim.

Da minha responsabilidade com a minha profissão.

Não posso mais errar. E não vou errar.

Estou focado como nunca estive na minha carreira.

Trabalho duro pelo Flamengo, sabendo que o trabalho pode me levar à Seleção.

Quero e vou disputar a Copa do Mundo.

Sei que será a minha última, terei 28 anos.

Quero me recuperar de tudo o que não fiz na Copa de 2006.

2010 será a minha Copa do Mundo.

Por que você foi tão mal em 2006?

Fui porque estava no meio do processo de depressão.

Estava muito mal fisicamente.

Sei que dependo do físico para jogar.

Estava pesado, lento.

Infelizmente estava mal, mas não porque queria.

Estava no meio do processo da minha relação com o álcool.

As farras na folga durante a Copa não ajudaram a piorar tudo?

Você e os outros jogadores do Brasil não poderiam se segurar por um mês?

Pioraram, lógico. Mas na hora, não percebia.

Olha, esse é um bom assunto que eu gostaria de tocar.

A gente ia para as festas até a madrugada porque tinha liberdade para isso.

O limite tem de partir da direção da Seleção e não dos jogadores.

Nós fizemos o que tínhamos permissão para fazer.

Se na Copa de 2010 não puder sair nas folgas, tudo bem.

Mas a ordem tem de sair da direção da Seleção.

Não dos jogadores.

Ninguém foi vilão,saiu escondido ou pulou o portão em 2006.

Éramos liberados.

Quero que isso fique bem claro.

O Ronaldo tem alguma chance de ir para a Copa?

Eu e o Ronaldo vamos para a Copa.

Eu tenho certeza.

Ele tem muito talento e está bem demais no Corinthians.

Sinto o esforço que está fazendo para ir para o último Mundial dele.

Sou amigo dele e sei o que ele é como jogador.

Nós dois estaremos lá.

Ainda temos espaço para isso.

Será um sonho realizado.

A oportunidade para deixarmos para trás o que aconteceu em 2006.

Você já tem cabeça para voltar para a Europa?

Eu me recuperei.

Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.

Não vendi a minha casa em Milão.

Falo italiano, gosto de lá.

Voltar a jogar na Itália é uma grande possibilidade.

Até porque não existe a bobagem que andaram espalhando em relação à Máfia.

Eu posso voltar a jogar na Itália quando eu quiser.

Disseram que a Máfia não me queria lá.

Pura bogagem de certo tipo de imprensa que detesto.

Qual tipo?

A que vive da vida alheia.

Eu deixei de ir ao aniversário do Ronaldo para não dar margem.

Se eu tomasse uma taça de champanhe, já escreveriam que eu estava bêbado.

Há muita gente mentirosa nesse tipo de imprensa que vive de fofoca.

E isso está no Brasil inteiro, infelizmente.

Quem é conhecido não pode sair em paz.

Por isso tenho evitado sair.

Tenho levado os meus pouquíssimos amigos que tenho agora para a minha casa.

Levo os amigos mesmo.

Os da comunidade da Vila Cruzeiro, com quem cresci.

E ficamos conversando, comendo, rindo, bebendo cerveja.

Me sinto feliz de verdade.

Você fará algo pela Vila Cruzeiro quando parar de jogar?

Sim. Eu vou criar uma fundação, algo assim.

Gosto do projeto do Raí e do Leonardo, o Gol de Letra.

Me sinto na obrigação de retribuir o que recebi para a comunidade.

Lá é um lugar carente e que precisa de ajuda.

Há muita gente boa que tudo o que necessita é uma chance, uma oportunidade na vida.

Você já superou a morte do seu pai?

A dor, a ausência vai diminuindo com o tempo.

Mas sempre estará lá.

Me acalma ver o meu irmão caçula estar menos revoltado.

Sei que meu pai está em um bom lugar.

E o melhor é que sinto como se ele estivesse comigo, perto de mim.

A nossa ligação sempre será forte demais…

9 comentários:

Florinda disse...

nossa até eu me surpreendi com a parada da inter.. to boba mais didico vc é 10 so vc mesmo pra falar a verdade e se expor to com vc meu lindo tb para o que der e vier..

chris disse...

essa parte eu tb desconhecia.. nossa eu to boba até agora com tanta coisa que o dri ja sofreu..nossa..

samanta disse...

linda a entrevista perdi tb.. so ele mesmo. bjs

louca pelo ADRIANO disse...

cris tó chorando...

Maai Diegues disse...

eu também não tinha noção do sofrimento dele :/
mais agora graças a Deus ele tá melhor , e tá feliz , isso é o que importa , passado é passado , tem que viver o futuro ! e o futuro reserva só coisas positivas pra ele :D
e é isso assim , tamu juunto sempre cara !
te amo mt(L)

diuli disse...

É Como diz a musica do AO CUBO ..

”Por cessada sua existência terrena, entregaremos seu copo a terra
terra, terra cinza cinza pó ao pó,
o espírito nos os deixamos nas mãos de Deus.
esse é o ponto final de uma vida no sepulcro não obras nem conhecimento
nem sabedoria e a ele todos nós devemos se voltar confiamos naquele que diz
eu sou a ressurreição e a vida aquele que crê em mim ainda que seja
morto vivera.”

Sei o quanto é difícil perde alguém q tanto amamos, pois a dor é IMENSA, mas jamais será esquecido
Pois e sentimos e algo inexplicável., !
Dói muito mais quando vc sabe q nunca mais VAI ver essa pessoa, as lembrança, os sentimento, tudo passa como um filme, na nossa cabeça ..;

Só Tenho uma coisa pra dizer, não só ao Adriano e sim a todos, Q sempre trate bem as pessoas, ame, e mesmo q vc’s briguem jamais deixe de falar com o outro, dois o dia de amanha só pertence a DEUS..
Pois perder alguém que amamos muito dói, dói, dói, dói, MUITO ....

(isso são apenas palavras de uma pessoa q perdeu alguém q amava muito)


AdrianO

É NECESSÁRIO SEMPRE ACREDITAR QUE O SONHO É POSSÍVEL
QUE O CÉU É O LIMITE E VOCÊ TRUTA É IMBATÍVEL
O TEMPO RUIM VAI PASSAR É SÓ UMA FASE
E O SOFRIMENTO ALIMENTA MAIS A SUA CORAGEM

É ISSO AI VOCÊ NÃO PODE PARAR
ESPERAR O TEMPO RUIM VIR TE ABRAÇAR
ACREDITAR E SONHAR SEMPRE É PRECISO


Beijos Diuli Cristine

paulamorena disse...

meu deus ja erra apaixonada agora estou 1000000000000000 vez mais, linda d+ esta entrevista ele como sempre sincero, k deus esteja sempre com ele e a familia ele merecer tudo de bom e mas um poucoooooooooooo

caren santos disse...

"TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A TI." TUDO O QUE TU VIVEU, ERROS E ACERTOS, SÓ SERVIRAM PARA FORMAR O CARÁTER DESTE HOMEM QUE HOJE SERVE DE EXEMPLO PARA MUITA GENTE. AO SER ASSUMIDO, TER POSTURA E SABER DAR A VOLTA POR CIMA, TU MOSTRA OS TEUS REAIS VALORES E CONFIRMA QUE TU ÉS ORGULHO PARA DEUS, TUA FAMÍLA E COM CERTEZA PARA O TEU PAI, ESTEJA ELE ONDE ESTIVER.

Camila disse...

Didico, a verdade é uma só: só quem perde um pai sabe a dor que é. Sei exatamente o que vc ta sentindo pois perdi o meu também e como vc, passei por 3 anos de depressão profunda. O que eu posso dizer: um dia estaremos todos juntos e enquanto esse dia não vem, acredita em Deus, pois ele sempre nos dará forças para superar os momentos de tristeza e solidão. Tenho certeza que assim como o meu, o seu pai está lá encima te protegendo e torcendo por você.